segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Preguicite Severa


Não vou dizer que é um "objectivo" para 2018, 
porque a verdade é que estou simplesmente a seguir a espontaneidade. 
Tal como aconteceu o ano passado...

- Março de 2017 e faço a inscrição para o ginásio. 

E eu toda entusiasmada, cheia de vontade em continuar, a comprar fatiotas novas, a ver alterações no corpo, a sentir-me melhor a nível de saúde, mais forte e mais resistente, bons resultados nas avaliações e novos planos de treino a surgir... Tudo muito bem até que em Setembro abrandei o ritmo, e nesse curto período chegou a pouca vontade, a sensação de que era uma obrigação... Bem, o corpo começou a sucumbir à preguiça. 

Isto aborrece sabem? É que sou assim desde que sou gente! Nunca, mas nunca fui rapariga de desportos. Nunca consegui ficar numa actividade tempo suficiente. O mais que fiquei foi no Ninjutsu e foram poucos meses. E no que estou a fazer a transição para o cinto amarelo, pimba! Desisto. "Eh, aborrece-me." - é a desculpa do costume. Mas isto tem mais que se lhe diga. O facto de estar sozinha, não ter amigos nas actividades, a timidez não permitir estar mais à vontade... É meio caminho andado para fugir a sete pés seja de onde for. Andei anos na equitação, mas ia uma vez por semana, e quando ia! Isso era um autênctico hobby, mas acabei por sair porque ao ver os outros a avançar, e saber que praticar mais implicava mais dinheiro gasto... Não havia carteira para isso. Ainda hoje considero um desporto caro.

Nunca tive iniciativa de procurar um desporto, e só fui para o Ninjutsu porque quase fui assaltada uma vez quando regressava da escola... No mesmo dia enfiei-me no Dojo. Foi quase por "necessidade", para situações futuras saber defender-me. 

Tenho dedos de sobra se contar quantos desportos eu experimentei, e fazendo as contas... Equitação, Ninjustu, ginástica e karaté quando era pequena. Esses dois últimos nem um mês lá estive!


Agora voltando ao presente... Ao ginásio... Aceitei a espontaneidade e fui-me inscrever. E como quem não quer a coisa, numa das minhas tirinhas de B.D mencionei o porquê de o ter feito. Não era o corpo que queria exercitar. Era a minha cabeça. Obrigar-me a estar entre pessoas, tentar estar sozinha no meio de desconhecidos... Mas sem sucesso. Quando a companhia faltava, eu também não ia. E continuo a não ir, sejamos sinceros. O corpo mudou, mas a cabeça não. 

Agora estou de regresso, passados três meses, e a ansiedade está pior. O meu instrutor questionou a minha ausência, e fui sincera. Não queria ir. Não tinha vontade. Eu admiro quem vai sozinho, porque nem com a minha bolha musical (mp3) me safava. Dá-me a sensação que estou a ser observada por todos os lados e que de certeza estão a comentar o que estou fazer... Eu sei que é da minha cabeça, mas o que posso eu fazer? ... A ideia de ir sozinha faz-me ficar ansiosa. Acredito que a Alice de 2016 não se sentiria assim se tivesse feito a inscrição naquela altura. Foi o ano no qual fui a Lisboa sozinha, o ano onde a autonomia estava ao rubro. 

Agora partilho convosco "boomerangs" no Instagram a pedir socorro, porque sim. De facto é como estivesse a chicotear-me para me esforçar e estar ali. Eu rio a dizer isto, mas é verdade. Vou dar uma nova oportunidade, porque um novo plano de treino está a caminho, e vou rezar a todos os santinhos para ver se isto muda. Mas entretanto, este ano quero experimentar outras actividades. E tal como disse no inicio do post, não é um objectivo, quero aproveitar quando a espontaneidade ataca.

E por isso agora vou meter o rabo de molho. Siga a Natação. 
(A grande questão é, quando é que voltas a ser mais autónoma e tentas fazê-lo sozinha?)




quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O rádio da Adolescência


Quando me junto com as minhas amigas (de uma vida já!) não há vez que não nos recordemos dos tempos de escola. Sempre, mas sempre desatamos a rir como se fosse ontem que lá estivemos, e que amanhã lá estaremos ao toque das 8:30h da manhã, seja Ciclo, Secundária... Mas não é assim.

Hoje acordamos ao som do despertador, para trabalhar e fazer os deveres da casa (e não os ditos "para casa").

Fico sempre nostálgica, e para isso me passar, de vez em quando ponho-me a ouvir as músicas daquela altura. Um riso é inevitável, porque tive os meus momentos Britney Spears, Beyoncé, JoJo, Shakira, Céline Dion, Backstreet Boys... Eishhhhh, era toda a pop e mais alguma! E há sempre uma memória associada.


Mas o que me levou a escrever sobre isto aqui no blog foi ter encontrado, depois de tantos anos, o meu rádio da altura! Este rádio foi o meu companheiro na adolescência. Pensei que tinha ido fora por estar avariado, mas afinal estava com o meu irmão! Era este rádio que curava os meus desgostos, ou dava ainda mais energia às minhas alegrias.

Apesar do rock ser desde sempre o meu género preferido, estes hits fizeram parte da minha adolescência. Eles recordam-me de todos aqueles momentos de que uma adolescente passa: as paixonetas, as desilusões, as (minhas) tentativas falhadas de estar na moda, as gargalhadas, as paredes do quarto com posteres dos vocalistas e bandas que gostava, as amizades, as leituras das revistas Bravo no jardim, as cantorias e danças na frente do espelho... São muito poucas as fotografias que tenho dessa altura, por isso são as músicas que servem como recordação. Elas mantém a minha memória fresca, pois ao ouvir parece que sou levada para aquele tempo.



Desde que me lembro, que atribuo uma musica a cada momento que me marque. Seja ele bom ou mau. Ou porque a letra encaixa, ou porque gosto dela, ou simplesmente porque estaria a tocar em algum lado naquele momento. Não sei até que ponto é bom, porque o tempo passa e circunstâncias levam-nos a recordar aquelas memórias, por vezes com alguma tristeza. Resultando em não conseguir ouvir, musicas que gostava, durante algum tempo.

Outro pormenor, que me lembrei agora, é que eu tenho na playlist rock mais pesado. O engraçado é que bandas como Korn e Slipknot, não as tenho associadas a memórias negativas. Na verdade lembram-me momentos divertidos e de controlada rebeldia. Mais depressa tenho aqui musicas alegres que me fazem chorar, do que esta "metalada" que aqui tenho.


Sei que olhar a fotografias também é bom, mas comigo musica funciona melhor. Obriga-me a recordar todos os pormenores possíveis, e faz-me sentir a emoção que tinha naquele momento, por alguns minutos enquanto oiço. É uma autêntica viagem no tempo.

E vocês? Alguma destas que tenha feito parte da vossa adolescência?


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Se houvesse uma chance para mudar o Presente... Aproveitaríamos? || MOVIE 36


Ui, já lá vai um tempinho que não escrevia no blog... Isto houve aqui umas alterações no meu dia-a-dia, maneiras que gerir o blog tornou-se complicado. Bom, mas há que arranjar uns minutos, por isso vim dar aqui um saltinho porque estou a participar no projeto Movie 36, e lanço foguetes porque consegui assistir a mais de três filmes este mês! (E ele ainda nem acabou.) Nem me acredito. Acho que a "pica" de participar neste projecto foi a principal razão, e estar doente enrolada em mantas também ajudou. 

*** 
Apesar de ter ultrapassado o mínimo de filmes vistos, escolhi trazer para o blog apenas três, visto que eles têm a ver com o que estive a reflectir. O primeiro foi (sugestão do meu irmão) o BABY DRIVER, o segundo um filme de animação japonesa chamado "KOE NO KATACHI (A silent voice)" e o terceiro THE BUTTERFLY EFFECT. Destes três filmes o que mais mexeu comigo foi o de animação, porque a mensagem era clara e deixou-me com uma lágrima no canto do olho. Mas o terceiro também gostei muito. Não vou falar sobre a história de cada um (deixo no final os respectivos trailers), mas sim sobre a mensagem que vi em comum nos três: 

Se houvesse uma chance 
para mudar o nosso presente, aproveitaríamos?

Cada protagonista tem a hipótese de remediar a sua vida, enquanto no Baby Driver e no The Silent Voice a oportunidade surge no presente, já o Butterfly Effect vai mais longe. O protagonista é capaz de alterar o seu presente, mostrando-nos várias realidades, conforme as decisões que faz no passado.

... E é aqui que entra um pensamento que me surge de vez em quando... Se eu tivesse a oportunidade de mudar certos momentos da minha vida, aceitava? Impulsiva como sou, agindo com as emoções e não com a cabeça, nem teria consciência do que poderia vir a mudar no meu presente. Se calhar muita gente que conheço hoje passariam a ser estranhos, e eu uma estranha para eles... Quantas vezes poderia ter evitado magoar-me, ou aos outros..? Teria estudado noutras áreas? ... Teria molhado o pé na blogosfera? A lista é quase infinita. (Vá lá, não me digam que não pensam nisso de vez em quando!) Tenho consciência que, por exemplo, na Secundária deveria ter tomado uma decisão, na Universidade outra... Não digo que estou arrependida, mas se pudesse ter uma amostra de como seria o meu "presente", com base nas decisões que queria tomar e não fiz... Queria saber se hoje diria que foi a decisão certa.

Mas lá está, nos filmes nunca é um "cheirinho", apresentam logo a hipótese de mudar algo, e depois lidar com as consequências. Imaginando que aceitava, mas e se acabasse por não gostar daquela realidade? Poderia reverter a minha escolha? Se calhar podia, mas muito provavelmente já não ficaria igual. Ia ser um autêntico enrolo!

No fim de contas, a vida põe-nos à prova. Surgem decisões, e conforme as experiências vividas ela ensina-nos a escolher o que achamos melhor para nós. Caso a escolha seja errada, temos de viver sem arrependimentos, e tirar partido do bom que as más (ou boas) decisões nos trazem.

(E ao reflectir sobre isto o meu cérebro decide trazer, sabe-se lá de onde e porquê, uma música que eu gostava e já nem me lembrava dela! "Turn Back Time", dos Aqua. Oh the good old 90's...)

E agora pergunto-vos, se pudessem remediar alguma decisão do passado, fariam-no?


Autora do projecto MOVIE 36: Carolayne Ramos, "Imperium"
Parceria: Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World

As participantes: Inês Vivas, "VIVUS " | Vanessa Moreira, "Make It Flower " | Joana Almeida, "Twice Joaninha" | Joana Sousa, "Jiji " | Cherry, "Life of Cherry " | Sónia Pinto, "By The Library " | Francisca Gonçalves, "Francisca " | Inês Pinto, "Wallflower " | Carina Tomaz, "Discolored Winter " | Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia " | Sandra, "Brownie Abroad " | Rosana Vieira, "Automatic Destiny" | Abby, "Simplicity " | Sofia, "Ensaio Sobre o Desassossego "


* Filmes mencionados e respectivos trailers:
- Baby Driver, 2017 (trailer)
- The Butterfly Effect, 2004 (trailer)
- Koe no Katachi, 2016 (trailer)



Preguicite Severa

Não vou dizer que é um "objectivo" para 2018,  porque a verdade é que estou simplesmente a seguir a espontaneidade.  Ta...

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