sábado, 12 de agosto de 2017

(Os tesourinhos do antigo Blog)


Eu não podia deixar os tesourinhos do outro blog para trás! 
E que tesourinhos são perguntam vocês?

Quem veio comigo do antigo blog sabe que no aniversário do "Big World" vinham as asneiras dos outfits que por lá partilhei. Ah pois! Quem diz que sai tudo à primeira? Se gostam de aparvalhar como eu, sabem do que estou a falar certamente. Eu esperava um ano inteiro para partilhar isto convosco, porque para mim era o que mais gostava de fazer. Rir, fazer rir quem fotografava o conjunto, e claro - fazer vocês rir também. 

- Neste novo blog não sei se os conjuntos serão frequentes, mas os que possam vir a aparecer... Garanto-vos que as asneiras estarão aqui de certeza! 

O Big World não chegou ao aniversário, mas estava a dever-vos isto pá. 


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

MELODRAMA


No ano passado houve um cd que fez o meu verão, 
e que marcou momentos que irei lembrar para sempre: 
O Blurryface dos Twenty One Pilots. 

***

"But I hear sounds in my mind
Brand new Sounds in my mind"


Mas este ano, houve o regresso de alguém.
O seu 'hit chegou numa boa hora, e o seu novo álbum chegou ás minhas mãos no momento certo.
E por mais piroso que isto vá soar, foi o regresso de quem me levou aos batons estranhos,
e subir a minha auto-estima. E me fez "abraçar" a minha maneira de ser. 

Estava a precisar dela outra vez.

sábado, 5 de agosto de 2017

O Almanaque.


(Aviso que este desabafo poderá conter alguma palavra mais rude.)

Era bom que cada um de nós a certa idade das nossas vidas (idealmente aos 20) recebêssemos um livro de como orientar a vida a partir daquele momento. Um Manual de Instruções para saber lidar com as responsabilidades que passamos a ter (mesmo não querendo), com as frustrações e as tristezas que virão, quais as melhores escolhas a fazer... Mas não, cada dia é uma caixa de surpresas, e temos de aprender "à bofetada do destino" como as coisas são. Não é por acaso que dizemos "Se eu soubesse...!". 

Basicamente um Almanaque (como o Regresso ao Futuro) que nos informasse
 que a dia tal iria acontecer X e o melhor a fazer seria Y. 

- Não esperava aos 26 ainda ter muito que aprender, muito que me 'marafar' e muito que chorar. Não esperava não saber o que fazer, continuar com medo de dizer não, medo do fracasso, sem saber o que fazer da minha vida a nível profissional, não ter uma actividade a qual me dedicasse de corpo e alma... Não digo desistir, mas conseguir manter-me a qualquer plano que fizesse, sem ter de "pausar" ou "adiar". Não esperava continuar a sentir-me insegura com cada passo que dou.

Esperava já ter tudo orientado, ser 100% independente e ter a minha casa (vá, já tenho o carro não é mau!). Esperava saber ser adulta, saber lidar com as responsabilidades (sem perder a cabeça primeiro), ter controlo (e auto-controlo), estar segura de mim e saber tomar decisões sem medos, não estar preocupada, nem me aborrecer, com a mínima 'paneleirice. E muito menos ralar-me com o que próximo diz ou pensa de mim, até mesmo quando dissesse NÃO a alguma situação que me incomodasse. 

Mas não, aqui estou eu, a aprender a lidar com tudo isto. 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

"Eu quero ser mais que perfeito, melhor do que a imaginação"

Photo by Sarah Dorweiler on Unsplash

Tem sido constante esta minha batalha interna de "Não quero que o meu blog seja mais do mesmo."
E o facto de ter começado de novo, estabelecendo regras a mim própria e ao blog
tem bloqueado a minha criatividade.

... Deixei-vos com aquela impressão, 
"Espera, o titulo não parece a musica de abertura do Pokémon?" 

Ahah, e é. Calhou bem.

domingo, 30 de julho de 2017

Julho 2017


Julho... Que estranho foste tu caramba!

Em Julho fui a um festival de Comida de Rua em Lagos, onde comi das comidas mais picantes que já experimentei. Foram os anos da melhor amiga, onde tivemos direito a musica jazz ao vivo. Adquiri leituras em estrangeiro, colocando na estante dois livros que queria muito. 

Deixei-me ir por uma neura confusa, no qual ainda não saí dela. Descartei algumas coisas que, de certa maneira, me caracterizavam. Adoptei uma atitude despreocupada, o que tem provocado em mim um "desligar de tudo", até de mim própria. Tem sido um misto de emoções, e já tive de tomar decisões que tenho a certeza que é o melhor a fazer - mesmo que me custe. Foi mês de hambúrgueres, de rir no jardim municipal, de encontrar as musicas do meu verão, de correr ao ar livre, de celebrar o aniversário da mãe, de jogar voleibol, e saltar da ponte da praia. 

Ah, e foi o mês onde dei a maior tesourada de sempre no meu cabelo. 

E vocês? Que tal de julho?

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Whiplash


Sempre que vejo este filme dá-me um desgosto não ter ido ver ao cinema. 
Mas se calhar ainda bem porque haveria de estar a batucar nas cadeiras da frente e a bater o pé. 

O Whiplash é daqueles filmes que posso ver vezes sem conta e não me aborrece. Digamos que o vi ontem (?) e pensei, olha lá vou 'masé partilhar com os meus leitores esta sugestão. Descobri-o após os Oscares de 2015, porquê? Porque nunca fui daquelas pessoas que está sempre atenta aos filmes que serão lançados, e não costumo ir ao cinema muitas vezes. É verdade. Gosto de ver filmes, mas nunca estou a par do próximo e acabo sempre por os ver em casa. 

Este foi um deles. E caramba, adorei-o!

Andrew Neiman é estudante baterista de jazz, nisto é escolhido pelo instrutor Terence Fletcher do Conservatório Shaffer, para ser baterista suplente na sua banda. Mal sabe ele que Fletcher tem os métodos mais absurdos para trazer ao de cima o seu potencial, fazendo com que Andrew tente tudo para ser o melhor baterista da sua geração.

- Posso dizer que invejo um bocadinho o Andrew? Sim, o que me fez gostar tanto da personagem é a "drive" que tem para ultrapassar os colegas e obter o reconhecimento do instrutor. Tipo, "Ok, não gostaste então espera...", e pega-se nele e esforça-se.

Mas, até que ponto temos de mostrar (ou provar) que somos bons em algo? 


Não só recomendo o filme pela mensagem que transmite, como a banda sonora é muito boa. 
Vá e o Fletcher fez-me rir muito. Se gostam de ouvir jazz, então vão bater o pézinho de certeza.

domingo, 23 de julho de 2017

2/1/17


Deixei para trás (no blog anterior) uma carta que tinha escrito a mim mesma em Janeiro deste ano.
  Preciso dela aqui, porque o compromisso é ler outra vez no final do ano.


"- 2 Janeiro de 2017

Querida Alice,

Espero que faças de 2017 um ano do caraças também. É certo que não temos objectivos definidos para já (só tens algumas notas soltas), mas já sabemos que Janeiro é o nosso mês para reiniciar e pôr a cabeça em ordem… Mas quem sabe se não te dá um 'vipe a meio do ano e dás uma volta de 360º? Já sabes que o Verão também prega sempre das suas. 

O ano não começou como querias é verdade. Mas mais dia menos dia, e dás a volta por cima. Agora não temos a certeza, parece impossível (é normal), mas acredito que tudo correrá bem. 

Pega em ti e sai da terrinha se for preciso. E mesmo que não seja, falas tanto de ir ao Porto… Já foste a Lisboa sozinha mulher, mais umas horinhas no alfa e acabas no norte. Pega nas tuas amigas e leva-as também! Sozinha ou acompanhada das tuas pessoas, de certeza que vais gostar. 

Aceita de novo a espontaneidade! Viste o bem que te fez o ano passado. Procura ultrapassar o horror que tens à adrenalina. Preenche os dias de descanso, aprende algo novoFotografa mais ainda! Agarra na Saki e enche a tal grelha que tens na parede com fotografias, e álbuns também. Alinha em novos desafios fotográficos. Até porque gostámos muito do outro, e vê se adiantas o tal diário fotográfico que compraste.

Mata saudades sempre que as tenhas, ultrapassa essa timidez de uma vez por todas e enche de carinho as tuas pessoas. Esquece o medo e diz o quanto elas são importantes para ti. Mas espero também, que aprendas a fazer falta. Sai de cena quando for preciso. E caso seja, certifica-te que ao sair, fechas bem a porta. És capaz de passar um mau bocado, mas segue o teu instinto. 

Não te conformes. Se não estás feliz segue outro caminho. Não temos vindo a melhorar no nosso amor próprio, para num segundo, achares que merecemos menos. Não se pode agradar a toda a gente. E defende-te com unhas e dentes. Vê se aprendes a dizer não de uma vez por todas. 

Continua a amar de coração inteiro. Nunca foste de gostar pela metade, não é agora que vais retrair-te. Não tenhas vergonha disso. Claro que demonstrá-lo é difícil, mas sentimos com intensidade. Nesse aspecto nunca tivemos medo.

Continua a rir como tens rido sempre, e quem não gostar do teu humor, pois olha temos pena. Continua a rir das piadas secas, do vídeos virais que ninguém entende mas que tu morres de riso. Ri, sempre. 

Descobre ainda mais musica, e tenta ir pelo menos a dois concertos. Ouve música todos os dias, mesmo quando não queres – ouve a tua "jam" nos teus piores dias.

Agora é preciso é ter calma. Já sabes que tudo passa, e uma coisa de cada vez. 
Não sejas uma acelerada, que isso só faz é mal! 

E isto tudo que aqui está, lê novamente no final de 2017, sff. 

Beijinhos, 
Alice"

sábado, 22 de julho de 2017

What the water gave me


E deu-se uma mudança radical.
Cortei o cabelo (para variar), mas o mais curto de sempre

Se estou a gostar? Muito. Desde que saí do salão de cabeleireiro. Cheguei lá com o intuito de dizer adeus aos bob cuts, franjinha (na tentativa de a deixar crescer), e disse olá ao pente 4. Estou a estranhar, não nego, pareço uma pessoa completamente diferente. Mas porra, 

Sinto-me muito, mas muito mais leve.
Vá, deixo aqui um outfit'zinho só para relatar a mudança.



Só de pensar que não passo tanto calor, e que para lavar o cabelo basta "uma gota" de shampô... E que agora já não preciso de ter mais de cem bobby pins para segurar todas as pontas soltas... É um alívio.

Mas apesar disso, há momentos onde vem aquele "arrependimento" e a sensação de estar exposta e vulnerável. Imaginem vocês que eu estava constrangida na frente da Ellie (nome de minha maquina fotográfica) e não fiz nenhuma palhaçada! Parecia estar a tirar fotos de passaporte. 

No dia seguinte ao corte, quando acordei, fiz aquela expressão do Sozinho em Casa: "O que é que eu fui fazer?!". Mas isto passa eu sei, até porque não tenho "ligação emocional" com o cabelo. Gosto de mudar, e só me faz é bem - independentemente daqueles rápidos segundos onde me arrependo, com um riso nervoso.





terça-feira, 18 de julho de 2017

Ler em inglês? Sim!


O facto de já ter batido o objectivo que tinha proposto para 2017 no que toca a leituras, já mereço palmas. Quem me conhece bem sabe que sempre fui muito preguiçosa no que toca a ler, por isso tenho vindo a combater essa teimosia há uns anos. 

Agora, decidi meter-me noutro desafio - ler em inglês. 

Eu estou à vontade com o inglês, e no trabalho falo quase todos os dias. Mas nas leituras, uma coisa são ler livros técnicos, e outra coisa são "novelas". Nos técnicos salto capítulos e vou ao que me interessa, já os outros é mais complicado manter a leitura seguida.

- E antes de avançar mais, tenho mandar um "Obrigada!" à (Outra) Mafalda, porque foi ela me inspirou a ler "english novels". Beijinhos Mafalda! Saudades! 

(Regressando ao post...) Ora, numa ida à Fnac passou-me pelas mãos muitos livros que a Mafalda sugeriu num dos seus videos, sendo um deles O Pintassilgo, mas a sua quantidade de páginas afugentou-me. Nisto peguei no The Hobbit, mas acabei por trazer comigo um que me saltou à vista, uma vez que é dos meus géneros preferidos (policial) o The Widow, de Fiona Barton. Mas isto porque não havia os livros que tinha na wishlist de aniversário. Esses sim se houvesse vinham comigo de certeza!

Acontece que depois de ter lido o livro "Aqueles que merecem morrer" de Peter Swanson, fiquei altamente curiosa para ler mais livros do autor. Por isso o livro "The Girl With a Clock for a Heart" foi de imediato para a wishlist. Com ele o autor Neil Gaiman, sendo o livro The Ocean at the End of the Lane. 

E como gostei imenso do serviço da Wook.pt, fui tentar a minha sorte e não é que havia os livros em inglês?! O do Neil Gaiman havia já traduzido, mas queria  ambos na língua original. 



Estou só a terminar o do Edgar Alan Poe e a seguir... Qual deles escolher? 

sábado, 15 de julho de 2017

Fora de Mim


Agora olho para trás e penso, "Desliguei mesmo? Claro que não!". Farto-me de dizer que vou hibernar, desligar, e todas as palavras possíveis para descrever o que na verdade é "tentar parar" para arrumar a cabeça. 

Mas acho que agora, quando menos esperava, desliguei... De mim. 

Quando nas outras vezes era pôr o mundo em "mute", agora sou eu em silêncio. Simplesmente descartei tudo, planos, coisas que queria melhorar em mim, detalhes que - quem me conhece diria "isto é tão tu". E a coisa começou com o corte de cabelo. Espera, o cortar o cabelo faço a qualquer momento, mas o que me refiro é - quero lá saber que a franja está esquisita? Já não lhe mexo com o alisador, coisa que fazia todos os dias.

A seguir, guardei todos os batons (e restantes maquilhagens), e só tenho no meu toucador um creme hidratante. Aquela coisa de "quero um guarda roupa minimalista" ficou em stand-by também. Ando a baldar-me ao ginásio... Epá, parou tudo. A Alice parou.  Mas não estou deprimida, nada disso. Tudo bem que tenho os meus dias, só não sei explicar que neura é esta. 

Estou digamos, "despreocupada"? 

Não sei se esta "fase" é uma daquelas surpresas que o verão costuma me trazer. Aqueles pontos de viragem, que em breve vai surgir alguma coisa... Mas espero que sim. O que é que vou aprender com isto? 

Não tenho outro remédio senão, sentar-me e respirar porque tudo passa.


(Os tesourinhos do antigo Blog)

Eu não podia deixar os tesourinhos do outro blog para trás!  E que tesourinhos são perguntam vocês? Quem veio comigo do ...