quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Agosto 2017



Agosto tens sido tão bera comigo. 

Como se não bastasse entrar numa neura manhosa, este mês deu-se ao luxo de me fazer a cabeça em água. Deu-se ao luxo de fazer duvidar de mim mesma e das minhas capacidades, chegando ao ponto de duvidar das minhas pessoas. De me fazer irritar, passar noites em branco a conformar-me com coisas que por mais que deseje que mudem, não há nada que eu possa fazer.

Mas também me deu coisas boas. Deu-me visitas de familiares, uma ida à praia na qual fiquei um camarão e vi o castelo de areia mais bonito até à data. Deu-me musica nova e álbuns que me tiraram daquele estado de espírito desagradável. Deu-me livros, risos, eventos, dois dias onde pude ser outra pessoa, doces e palavras de conforto.

Setembro ainda vais a tempo de me dar a tal volta de 360° graus,
o verão ainda não acabou! Por favor! 



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Uma página por dia (e o bem que me fazia!)


Definitivamente não posso ir passear nas livrarias. 

Como se não bastasse ter uma pequena estante (já cheia!), com livros a lançar-me um judging look porque ainda não os li, tinha de ir agora buscar mais um! Por acaso não o trouxe logo, mas no mesmo dia fui lá buscá-lo porque fiquei muito curiosa com o interior. 

Não sei se conhecem o livro "Wreck this Journal" da autora Keri Smith..? Aquele livro para pintar, desenhar, colar, rasgar... Conhecem sim!

"Uma página por dia" do autor Adam J. Kurtz vai dar ao mesmo. Um diário (se assim o quisermos chamar) com páginas para dar asas à nossa criatividade. Se bem que este é mais "suave", não tem tanta página para "rasgar" como o outro, mas temos um ano para o preencher. Gostei tanto dele que estou naquele dilema de "Não o quero estragar!", mas gostaria de começar já em Setembro. Vamos lá ver como corre!

13,50€ na livraria/papelaria note!


E vocês? Já tiveram algum livro do género? Como correu?

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Eu e o Não.


Já assumo ser crónico. Se tem cura? Talvez.

Mas desde sempre que lido com o problema de dizer "não". Uma palavra tão simples, tão fácil de escrever e para mim é filme dizê-la. Não entendo como é que com as minhas pessoas é me fácil dizer não, e a uma pessoa conhecida ou até mesmo um estranho parece que vou cuspir um ovo de avestruz pela boca. Até dizer "não" a mim mesma custa.

Dizer não tem mais que se lhe diga. É preciso saber quando dizer, e como dizer. E justificá-lo? Depende. Este meu problema vem desde pequena. Sempre tive "medo" de dizer não, maneiras que muitas vezes ficava contrariada em alguma situação, e claro, por vezes tomavam-me como certa. E o problema é que isto ainda hoje acontece. Hoje, mais cedo ou mais tarde digo-o, chego a um ponto de saturação em que o "não" acaba por vir. Mas muito provavelmente não da maneira que eu tinha planeado. Como? Ou inventando uma desculpa esfarrapada, ou "não e acabou a conversa". Mas fico a moer até furar a consciência, pensando sempre que dali criei um inimigo, independentemente se digo cedo ou tarde demais.

- Aí está o meu dilema. Este "horror" vem desta minha estupidez de achar que vou sempre criar inimigos. Gosto de evitar confrontos. Antes de o dizer fico preocupada com o que o outro vai pensar ou sentir a meu respeito, resultando em não dizer nada e ficar tudo na mesma.

Eu tenho perfeita consciência que já está mais que na hora de o dizer sem medos, mas continuo petrificada quando chega o momento, e depois choro de frustração porque as coisas não mudam. 

Depois ainda há o não "desmancha-prazeres" que é cuspido como perdigotos. Aquele não que dizes logo porque tens medo do desconhecido. Quantas, mas quantas!, foram as vezes que neguei alguma coisa nova porque tinha medo? Muitas. Esse não às vezes nem é dito, simplesmente está na atitude. Sendo o mais comum: estar num grupo de pessoas, ou uma pessoa desconhecida diz olá, e tenho um "desaparece daqui, não me fales" estampado na testa porque sou tímida. Obviamente que se afugenta toda gente com uma "resting bitch face". Ou um convite de malta amiga para uma actividade e inventas uma desculpa para não saíres, porque não te sentes à vontade. 

Esta negação tanto pode ser um escudo, 
como o seu oposto chega a tapar os nossos olhos.
- Impedindo-nos de viver a vida como queremos. -

Alguém aqui na mesma novela mexicana que eu?

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

MELODRAMA


No ano passado houve um cd que fez o meu verão, 
e que marcou momentos que irei lembrar para sempre: 
O Blurryface dos Twenty One Pilots. 

***

"But I hear sounds in my mind
Brand new Sounds in my mind"


Mas este ano, houve o regresso de alguém.
O seu 'hit chegou numa boa hora, e o seu novo álbum chegou ás minhas mãos no momento certo.
E por mais piroso que isto vá soar, foi o regresso de quem me levou aos batons estranhos,
e subir a minha auto-estima. E me fez "abraçar" a minha maneira de ser. 

Estava a precisar dela outra vez.

sábado, 5 de agosto de 2017

O Almanaque.


(Aviso que este desabafo poderá conter alguma palavra mais rude.)

Era bom que cada um de nós a certa idade das nossas vidas (idealmente aos 20) recebêssemos um livro de como orientar a vida a partir daquele momento. Um Manual de Instruções para saber lidar com as responsabilidades que passamos a ter (mesmo não querendo), com as frustrações e as tristezas que virão, quais as melhores escolhas a fazer... Mas não, cada dia é uma caixa de surpresas, e temos de aprender "à bofetada do destino" como as coisas são. Não é por acaso que dizemos "Se eu soubesse...!". 

Basicamente um Almanaque (como o Regresso ao Futuro) que nos informasse
 que a dia tal iria acontecer X e o melhor a fazer seria Y. 

- Não esperava aos 26 ainda ter muito que aprender, muito que me 'marafar' e muito que chorar. Não esperava não saber o que fazer, continuar com medo de dizer não, medo do fracasso, sem saber o que fazer da minha vida a nível profissional, não ter uma actividade a qual me dedicasse de corpo e alma... Não digo desistir, mas conseguir manter-me a qualquer plano que fizesse, sem ter de "pausar" ou "adiar". Não esperava continuar a sentir-me insegura com cada passo que dou.

Esperava já ter tudo orientado, ser 100% independente e ter a minha casa (vá, já tenho o carro não é mau!). Esperava saber ser adulta, saber lidar com as responsabilidades (sem perder a cabeça primeiro), ter controlo (e auto-controlo), estar segura de mim e saber tomar decisões sem medos, não estar preocupada, nem me aborrecer, com a mínima 'paneleirice. E muito menos ralar-me com o que próximo diz ou pensa de mim, até mesmo quando dissesse NÃO a alguma situação que me incomodasse. 

Mas não, aqui estou eu, a aprender a lidar com tudo isto. 


5 Coisas de 2017

De uma maneira geral, 2017 não foi melhor que o ano passado, mas tenho de lhe dar algum crédito. O ano está a chegar ao fim, por isso a...

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